segunda-feira, 1 de novembro de 2010

My only peace...


Era madrugada e ela estava sentada na areia com seu rosto encostado nas pernas e seus cabelos cacheados balançavam ao som do vento forte, suas lágrimas doces e quentes misturavam-se com a água salgada e gelada do mar.
Olhando o céu estrelado só com o brilho do luar, ela não sabia mais o que sentia e nem o que faria. Então ela se levantou. Seus olhos estavam borrados de lápis preto e sua boca machada de batom.
Ela caminhava pela praia deserta, confusa e chorando, então resolveu ir para casa.
No caminho ela não se importava com o que as pessoas falavam dela. Olhavam ela, falavam por ela estar naquele estado deprimido, se importavam. Mas ela não ligava pra mais ninguém, só pra ele...
Chegou em casa, com frio, chorando, desesperada. Na sala, estava o sofá. A TV estava ligada, passando o clipe da música deles dois...
No quarto havia a cama e o abajur estava ligado e a janela aberta, então começou a chover e a molhar tudo pelo quarto... mas ela estava em casa e pensava em se matar ao lembrar daquela cena de seu amado.
Se trancou no banheiro.
Ele chega a casa dela, estava molhado de chuva. A porta está encostada, ele abre e percebe algo estranho...
- Amy! - ele grita. Mas ela não responde...
Logo percebeu que a porta do banheiro estava meia aberta... Ele se assusta!
No banheiro havia papeis higiênicos sujos de batom e o chão estava manchado de sangue. Na banheira, lá estava ela... Fria e pálida, com seus pulsos cortados e água estava avermelhada de sangue.
Ele chorava, implorava pra Deus não levá-la, pois a amava muito.
- Eu te amo, não queria te magoar... Amy, por favor!
- Agora já é tarde demais... Eu estou morrendo, Tom.
Ele, desesperado, tenta tirá-la da banheira, mas era inútil... Os batimentos dela pararam.
Ele chorava e se culpava...
Percebeu que nos pulsos de sua amada tinha: TOM.
Ela morreu ali... Fria, pálida, mas feliz... Pois tinha o nome do seu amado marcado pra sempre em seu corpo...

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